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Tudo é energia! - Cozinhando Ions #10

10 de out. de 2018
4 min de leitura

Salve meus queridos!

Partiu quebrar novos mistérios com o blog mais boladão da vizinhança.

Hoje, seguimos com mais uma dica de ouro para que você possa sempre retirar o máximo de todos os seus equipamentos de áudio e de quebra, ainda economizar uma graninha em médio/longo prazo.

Quer saber como? Chega junto que no caminho eu explico ;D

A pegada é a seguinte, até o momento presente desse blog estamos discutindo sobre problemas e possíveis soluções e otimizações para sistemas de áudio correto?

Falamos de válvulas, cabos, conexões, pedais e tudo mais, não é verdade?

Agora para finalizar essa primeira levada de tópicos vamos ao ponto máximo na questão de sustentação de características de timbre de um setup:

A energia que alimenta tudo isso.

Você deve estar cansado de ouvir o quão importante é a energia que supre o seu setup... mas talvez não saiba o como isso influência o seu timbre e a durabilidade dos seus equipamentos; e é exatamente isso que vamos discutir aqui: Por que você deve se preocupar tanto com a energia vinda da tomada e porque investir em equipamentos que garantam o bom condicionamento dessa energia.

Comecemos com uma verdade nua e crua: A distribuição de rede e qualidade da nossa energia elétrica no Brasil é definitivamente um nojo. É pico de energia pra tudo que é lado, sobretensões a torto e a direita e uma quantidade de ruídos embutidos que dependendo do horário abrem uma sinfonia do caos em um amplificador mesmo com a guita desplugada.

Como a rede afeta o meu equipamento?

O Primeiro ponto é: Se você trouxe um equipamento importado, em geral o mesmo não vai ser projetado para a rede brasileira... Por exemplo, um amplificador norte americano é desenvolvido para receber 115VAC, e aqui no Brasil você recebe 127VAC (quando tem sorte).

Só essa diferença de tensão (de pouco mais de 10%) já é suficiente para diminuir consideravelmente a vida útil dos seus componentes.

Não gera surpresa imaginar que todo bom projeto se baseia em cálculos bem definidos e acurados para garantir resultados únicos. Assim, se o negócio foi projetado para 115VAC conceda a ele os 115VAC. Ponto final.

Agora acompanhem o caos comigo, todo bloco do seu setup além de adicionar maravilhosos temperos ao sinal, introduz sujeirinhas (ninguém é perfeito), e adivinha: Isso é amplificado de pouquinho em pouquinho até a bolinha de neve virar uma pequena avalanche.

Até o momento do blog estamos discutindo como combater esses ruídos microscopicamente. A rede é o macro. Não adianta de nada ter cabos mogami com pinos GH e ter uma rede toda cagada, um não paga o outro.

Como um clássico exemplo de como a energia afeta os resultados sonoros do seu equipamento, levemos em conta um pedal de Fuzz.

Quem gosta de Fuzz sabe que existe o clássico efeito da pilha velha, que nada mais é do que uma bateria que não está mais concedendo os 9V pro projeto... e o que isso provoca?

  1. Diminuição do headroom.

  2. O pedal fica bem mais arisco, agressivo, mordido.

  3. O som tende a ter mais compressão porque ele satura mais rápido.

Ou seja, se você mexe na tensão de alimentação (seja do seu amplificador, seja dos seus pedais, a tendência é aparecerem coisas diferentes da proposição inicial do projeto lá).

A solução

1. Aterramento elétrico da rede.

Não é comum achar casas e até mesmo estúdios que investem em aterramento elétrico. E isso é um crime...

O aterramento elétrico garante que sempre haverá um caminho de escoamento para a energia (e possíveis ruídos).

Ou seja, aterrar uma rede garante estabilidade para o conjunto obra. Conclusão: Se possível, aterre sua rede, estamos falando aqui de segurança.

2. Estabilizadores e condicionadores de energia.

Já vi muita gente falando que tal coisa funciona e aquele outro não e tudo mais... Então vamos ao certo:

Garantir que seus equipamentos não sofram com picos abruptos de energia é essencial para que os mesmos tenham uma vida útil prolongada.

Assim, você que tem um home-studio, studio, ou quer tratar com muito carinho os seus equipos, invista nos equipamentos de proteção da Furman (ahhh Gui, você está sendo pago pela Furman para falar bem dos equipamentos deles e tudo mais... Vá na Namm e confira todo e qualquer estande de exposição, dê uma olhada na gaveta de equipamentos de hack, e confira por quem passa a alimentação de todos eles). Não é só eu que indico os equipamentos da Furman...

Gracinhas como essa (acima) não só indicam como está a excursão em tempo real da tensão proveniente da sua rede, como também garantem uma tensão mais “limpa” para os seus equipamentos.

Conclusão da obra: Quer chegar mais perto do timbrão dos sonhos? Não apenas invista apenas em bons equipamentos, mas garanta que os mesmos sejam alimentados da melhor maneira possível em todos os sentidos (diminua as variáveis de risco), com uma boa transmissão de dados, através de periféricos e com boa alimentação.

Tendo um ótimo setup, o único limite é a nossa criatividade artística... e a nossa criatividade meus queridos, é infinita.

Quem sou eu: Guilherme Farias, engenheiro elétrico, audiófilo e desenvolvedor de projetos na Ions Amplifiers e Mr Cut Custom Handmades.

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